Moldávia nega ter enviado nota de protesto sobre cruzamento de guardas do Dniester
Dois guardas de fronteira ucranianos foram detidos após o incidente com barco de 15 de outubro.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Moldávia nega que tenha enviado uma protesto diplomático à Ucrânia depois de dois guardas de fronteira ucranianos terem entrado na Moldávia de barco e terem sido detidos durante uma tentativa de detenção no rio Dniester.
Em 15 de outubro, os guardas entraram na Moldávia num barco a motor enquanto tentavam deter um homem ucraniano que atravessava o Dniester perto de Holosnita, na fronteira com o oblast de Vinnytsia. A Polícia de Fronteiras da Moldávia deteve os oficiais, e os procuradores abriram um processo criminal sobre a alegada travessia ilegal, ao abrigo do artigo 362 do Código Penal da Moldávia.
O Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia disse que o homem resistiu à detenção e escapou à captura. Acrescentou ainda que os baixos níveis de água e uma falha no motor fizeram com que o barco dos guardas derivasse para a margem moldava.
O incidente desencadeou uma disputa diplomática depois de Lilian Carp, presidente da comissão parlamentar de segurança nacional da Moldávia, ter afirmado em 19 de outubro que foram enviadas notas de protesto à embaixada da Ucrânia e às autoridades. O Ministério dos Negócios Estrangeiros negou mais tarde ter emitido uma nota de protesto, dizendo que o caso foi tratado pelos canais estabelecidos entre os dois países.
Os dois guardas foram devolvidos à Ucrânia após conversas entre as autoridades. O serviço de fronteiras ucraniano afirmou que uma investigação interna continuava em curso. O homem que estavam a perseguir permaneceu na Moldávia, e um hospital onde ele estava a receber tratamento disse que ele está a solicitar asilo.
A guerra da Rússia contra a Ucrânia aumentou as preocupações de segurança na Moldávia, e no mesmo período quatro drones russos violaram o espaço aéreo moldavo na noite de 15 para 16 de outubro.
Na atualização mais recente, os procuradores da Moldávia abriram processos criminais sobre a alegada travessia ilegal, enquanto a investigação interna da Ucrânia sobre os guardas de fronteira continuava em andamento.
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Fonte:
The Kyiv Independent