Os procuradores federais tornaram públicas acusações contra três cidadãos estrangeiros que são suspeitos de terem liderado um esquema multinacional de fraude que usou inteligência artificial para se passar por executivos de empresas e roubar mais de 129 milhões de dólares. Os arguidos são acusados de conspiração por fraude eletrónica, fraude eletrónica, furto agravado de identidade e branqueamento de capitais. Dois suspeitos foram detidos em Espanha e o terceiro no Reino Unido, estando em curso os procedimentos de extradição. Os procuradores dizem que a operação teve como alvo funcionários de empresas com meios sintéticos que clonavam as vozes e a semelhança visual dos diretores executivos das companhias. Segundo a acusação, os funcionários teriam sido instruídos a ajudar em transações financeiras confidenciais e, depois, teriam sido direcionados para lidar com advogados externos de importantes escritórios internacionais de advocacia. Uma vez envolvidos os funcionários da empresa, os procuradores afirmam que os burlões se fizeram passar por esses advogados usando áudio clonado e diálogos com falas preparadas para desencorajar os funcionários de consultarem colegas. Os funcionários teriam então, de acordo com a acusação, transferido fundos corporativos para contas no exterior controladas pelo grupo. Os documentos judiciais descrevem que o capital roubado foi enviado para contas em toda a Europa, Ásia e Médio Oriente antes de ser convertido em criptomoedas para ajudar a ocultar o rasto financeiro. O caso é conduzido pela Complex Frauds and Cybercrime Unit do Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Southern District of New York, com a assistência do Federal Bureau of Investigation, da Policía Nacional de Espanha e da National Crime Agency do Reino Unido.